Olá amigos do G&M! Chimarrão à mesa e vamos terminar o resumo dos testes da F1 em 2023 no Bahrein, onde ficamos acertados que entregaríamos a você um detalhamento especial da tríade atual de lideranças da F1.
Então, o que Mercedes, Ferrari e Red Bull prometem para 2023? Antes de tudo quero ressaltar que, para uma leitura completa e entendimento maior de todo esse momento da F1, Recomendo voltar alguns posts para verificar os lançamentos de todas as equipes e comparar com o que cada uma apresentou nessa pré temporada na nossa visão.
Ah, e maiores detalhes técnicos? Recomendo buscar o portal Terra e as colunas de Sergio Milani, que é o nosso professor da parte técnica e regulamentares. Vamos lá então?
Mercedes
A Mercedes teve três dias bastante intensos no Bahrein e, após o primeiro dia onde o desempenho esteve entre o animador e o esperado. George Russell e Lewis Hamilton tiveram o segundo dia de preocupações e a imagem da equipe reunida no fim do dia, numa postura corporal preocupada, acabou deixando uma pulga gigante atrás, alias, ao lado do zeropod do W14.
O conceito com a lateral muito estreita se manteve para mais uma temporada, porém com adendos claros de largura (nitidamente o espaço entre o pneu e a lateral do carro diminuiu, assim como o tamanho do cabo de aço que sustenta o assoalho) e um “túnel” lateral, que percorre o capô do motor Mercedes.
O desempenho geral manteve a equipe próxima da Ferrari mas, ao meu ver, bem longe da Red Bull. Um problema de perda de downforce na parte dianteira aparentemente tira o sono da equipe nesse momento, porém nota-se que a Mercedes usou uma asa traseira muito maior que seus rivais. Inclusive, isso exemplificou o resultado em velocidade final da equipe, que chegou a ser 10km/h menor que a rival taurina.
De positivo, ver novamente o carro prioritariamente negro (e pintura mesmo só no capô do carro) e entender que pelo menos, no inicio da temporada, Lewis Hamilton e George Russell estão motivados e em pé de igualdade.
Será suficiente? Veremos em poucos dias.
Ferrari
A scuderia de Maranello começou o ano de forma ímpar. A apresentação diretamente na pista, com hino italiano tocando, carro indo direto para o traçado, algo muito bonito e que remete as tradicionais lançamentos dos anos 80 e 90.
Já os testes mostraram a primeira polemica do ano, ao fim da reta, o bico do carro “encolher” como se fosse de plástico, algo que não ocorreu na sequencia dos dias. E notou-se, ainda, que a equipe italiana buscou trabalhar o grande problema de 2022: a janela de trabalho do carro era curtíssima com bons pneus. Os testes aparentaram uma pequena melhora nisso, porém ainda nota-se um desgaste alto.
A imprensa Italiana afirmou que a equipe andou todo o tempo com o tanque com quantidade alta de combustível. Se é verdade saberemos no fim de semana. Já os tempos de Sainz e Leclerc foram idênticos nos três dias de testes, o que denota uma paridade de tratamento dos pilotos após a chegada de Frédéric Vasseur e também, quem sabe, uma maior competitividade interna na equipe.
A Ferrari ferve e a F1 aguarda ansiosa o que será a temporada da rossa.
Red Bull
A Red Bull nadou de braçada o tempo todo nos três dias de testes. Você pode até contestar: “como, se eles não foram os mais rápidos nos três dias?” Pois bem, quem pode observar as imagens e principalmente as T-Cam dos carros Austríacos, via a tranquilidade do trabalho de Sergio Perez e principalmente de Max Verstappen.
A minha impressão foi que, em nenhum momento, a equipe usou 100% do potencial dos carros. O planejamento foi tão bem executado que Dr. Helmut Marko usou a frase “os treinos estão assustadoramente tranquilos”.
Aparentemente já sabendo que seria podada por regulamento e por punição no uso do túnel de vento para 2023, a equipe taurina acelerou o processo de criação e evolução do modelo ainda em 2022 (lembrando que a janela de punição iniciou em Outubro de 2022).
Ou seja: enquanto as equipes rivais se disputavam arduamente para conseguir alguns milhões de dólares a mais na posição de construtores, a Red Bull APARENTEMENTE estava debruçada no projeto 2023 com a batuta do mago Adryan Newey.
Versttapen, agora um bicampeão de fato e direito, mostra-se muito sereno no começo da temporada, até mesmo sorridente. Já Sérgio Perez que tem a grande missão do ano: existem várias sombras de olho comprido no segundo cockpit da equipe, e ele não aparenta ter espaço fora da Red Bull neste atual cenário da F1. Conseguirá o mexicano acompanhar o Holandês voador? E, em tempo, teremos um novo tricampeão de fato e direito? Tudo encaminha pra isso.
Pessoal, muito obrigado por acompanhar até aqui e logo logo tem mais! O G&M não para! Abraços a todos!