Parece que 2022 será o ano da disputa que queremos mesmo ver. Assistir aos duelos de Max Verstappen e Charles Leclerc, fora a comprovação de uma antiga rivalidade, era tudo que os fãs mais quentes da F1 queriam: autênticos contendores de tempos, travadas, brigas curva a curva, segundo a segundo, decisões apertadas, viradas feitas quase que na marra.
O golpe de Max foi certeiro: saiu de quarto no grid para uma arrancada digna de campeão. E quando chegou a hora de confrontar Leclerc, o fez da forma milimétrica, tomou a ponta na hora certa num duelo mano-a-mano onde, desta vez, saiu-se vencedor e avisou para o lado vermelho que está vivo, não ainda no comando, mas vivo e com um foguete nas mãos.
Vencida a prova, Max sorri e respira aliviado. São seus primeiros pontos na briga pelo bi e tudo será, como se prevê, decidido nos milésimos e nas freadas. Ao chegar em segundo, Leclerc já tem a preocupação de que, mesmo com um bom carro nas mãos, a Ferrari precisa de um pouco mais de velocidade final de reta, aquela que oportuniza o troco certeiro quando ele é necessário. É a tal da evolução constante como comentávamos após o Barhein.

Noves fora, o pecado ficou com Sergio Pérez. No fim de semana da sua primeira pole, o mexicano até liderou com folga, mas os safety cars e uma estratégia matada em tempo pela Ferrari o empurrou para trás, sem chance de, ao menos, beliscar o pódio num confronto com o cada vez melhor Carlos Sainz. Para Checo, a certeza é que está fazendo o trabalho que a Red Bull espera dele, mas ele quer muito mais do que o posto de “segundão”. Será?
E a Mercedes? Nem a sombra do foguete que teve em 2021, quando na mesma pista levou Lewis Hamilton a beira da conquista que lhe escaparia em Abu Dhabi. Neste caso, o inglês viveu um dia de piloto comum, brigando nas posições intermediárias e duelando com Haas e Aston Martin por pontos. Chegar em 10° foi um sacrifício e tanto, e ainda mais preocupante se considerar que George Russell mantem suas atuações “conscientes” e segue sempre entre os seis primeiros.

Enfim, em duas corridas há muito do que se analisar. Brevemente, o G&M fará seu primeiro podcast analisando este começo de temporada. Tudo será esmiuçado, nada será esquecido, o ano está começando e a briga está fervendo. Este 2022 vai dar trabalho.