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Hoje vamos falar sobre uma das datas mais importantes da historia da F1: A data de 22 de outubro possui passagens marcantes para a categoria. Vamos revisita-las?
Cidade do México 1967: O Urso voador que derrotou o companheiro de equipe que era também o dono da equipe
Denis Clive “Denny” Hulme: O urso vencia o companheiro e dono da equipe pelo campeonato de 1967.Viajamos até 1967. Denis Clive “Denny” Hulme, de alcunha pitoresca para o automobilismo de urso, era o companheiro do Jack Brabham, e com isso carregava o peso de ser companheiro de equipe e funcionário do chefe. Ambos andando no Brabham BT 24 com motorização Repco 740 v8 3.0, fizeram uma temporada que deixou certamente o patrão feliz: Até a prova do México, a dupla tinha conquistado 4 vitórias ( 2 de cada piloto) 6 segundos lugares ( 3 de cada piloto) e dois terceiros lugares (ambos de Hulme), que acabaram de ser o fiel da balança: Com outro terceiro lugar, em Hermanos Rodriguez, e apenas dois abandonos, 1 em cada parte da temporada (temporada 67 previa descartes de 1 prova a cada metade do campeonato) Denny Hulme batia o companheiro/Chefe Jack Brabham e conquistava o primeiro ( e até o momento único) titulo para a Nova Zelândia na F1.
Curiosidades:
- Esse Gp do México foi o ultimo do então piloto francês Guy Ligier, que, anos depois, veio a se tornar um chefe de equipe com grande historia com a equipe carregando seu sobrenome.
- A temporada 1967 marcou a ultima vitória de Dan Gurney, com o Eagle Weslake no Gp da Bélgica em Spa Franconchamps
- Mesma situação de John Surtees, que venceu sua ultima prova nessa temporada, de Honda RA 300 em Monza
Suzuka, Japão, 1989: A melhor prova da história da F1;

Essa, o autor ganha folga. Sabe porque?
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Aida, Japão, 1995: A consagração do novo gênio da F1

A F1 voltava a distante Aida, em uma data nada vantajosa para os promotores: Após um terremoto em Kobe causar graves problemas estruturais no Sul da Ilha, Aida precisou se deslocar de Abril (data que estreou em 1994) para Outubro em 1995. Porém o grande problema é que ela foi encaixada uma semana antes de Suzuka, tradicionalíssimo palco das provas Japonesas, e isso simplesmente esvaziou o evento.
Além disso, o traçado é sinuoso, estreito, sem pontos de ultrapassagem claros desagradando os pilotos e com isso acabou sendo a ultima prova na historia de Aida.
Porém, as duas provas ficaram na historia: a de 1994 marcou o primeiro pódio de Rubens Barrichello na categoria, de Jordan Hart. E a de 1995 trouxe o segundo título ao novo gênio da categoria. Após largar na terceira colocação e contar com a costumeira boa estratégia da Benetton (ou má estratégia da Williams?) Schumacher vence, e como precisava marcar apenas 3 pontos nas três ultimas provas, garante com duas provas de antecedência o título de 1995.
Curiosidades:
- Corriam rumores após Nurburgring que Frank Williams iria substituir Damon Hill para 1996: os concorrentes eram Heinz-Harald Frentzen e Gerhard Berger. Hill exige explicações de Patrick Head, que lhe garante que a equipe tem total confiança nele para a próxima temporada, onde ele realmente acabou sendo o campeão do mundo.
- Enquanto isso, Jacques Villeneuve, que viria para o lugar de David Coulthard, realizava sessões de testes com o Williams FW17. Após o fim da temporada da Indy onde ele se sagrou campeão, cumpriu sessão em Magny-Cours em 17 de outubro. Ele que já havia andado em Silverstone, Monza e Ímola, acumulava quatro Gp’s em quilometragem nesses testes.
- Mika Hakkinen ficou fora desse gp: Crise de Apendicite. Com isso Ron Dennis promoveu a estréia de Magnussen. Não o Kevin, e sim o Jan. O Dinamarquês campeão da F3 inglesa estava nos planos de Dennis para o futuro.
- No fundo do grid, muita movimentação: Hideki Noda e Katsumi Yamamoto iriam estrear por Pacific e Forti Corse, nos lugares de Jean Dennis Deletraz e Roberto Moreno. A FIA, ainda em choque com 1994, não permitiu a estreia dos dois, e deixou ambas as equipes com mais boletos atrasados. Com isso Bertrand Gachot, piloto/sócio da Pacific assume o cockpit e Roberto Moreno faz mais uma das suas peripécias: Sendo avisado que iria pilotar na noite de quarta-feira, Moreno estava em Monte-Carlo. Se deslocou até Paris, pega o voo para Hong Kong, e de lá vai para Tóquio e depois Aida! Exausto pelo jet-lag, Moreno foi visto na manhã de sexta-feira dormindo em uma caixa, poucos minutos antes de assumir o volante para os primeiros testes…
- Max Papis chega ao Japão e é surpreendido pela informação que deverá deixar seu cockpit para seu antecessor, Gianni Morbidelli. Seu patrocinador não pagou e Jackie Oliver rapidamente o substitui por Morbidelli.
- Na Ligier, o segundo carro retorna conforme combinado para as etapas japonesas para Aguri Suzuki. Martin Brundle vira a “assessor técnico” para os dois grandes premios, depois retornando ao volante do Ligier para a rodada final em Adelaide.
Kuala Lumpur, Malásia, 2000: A consagração final da Scuderia de Maranello

O final de semana em Kuala Lumpur era de total festa na Ferrari: Após 21 anos, Michael Schumacher ao vencer o Grande prêmio do Japão, entregava o titulo de pilotos a Scuderia de Maranello. E a cereja do bolo ficou para a Malásia, onde com a sua nova vitória, e o terceiro lugar de Rubens Barrichello, a equipe era bicampeã de construtores (em 1999, mesmo estando fora de parte da temporada, Irvine e Salo ainda mantiveram o desempenho suficiente para a Ferrari ganhar os construtores, com o adendo de Schumacher nas ultimas duas provas). Naquele ano a Malásia encerrou a temporada, e Schumacher marcou a pole, e venceu a prova, com Coulthard em Segundo e Barrichello em terceiro, nos proporcionando a imagem acima, de descontração e alívio: Lembremos que em 1999, foi seriamente considerado a saída de Schumacher, após 3 temporadas de fracassos atrás do projeto do título de pilotos.
Curiosidades:
- Essa prova foi o encerramento de carreira de Johnny Herbert, então na Jaguar. E a efeméride: Herbert iniciou na F1 com sequelas nas pernas do gravíssimo acidente de F3000 em Brands Hatch em 1988, andando de bicicleta por Jacarepaguá, e sendo carregado para entrar no carro, num carro majoritariamente verde. 12 anos depois, Herbert sofre um acidente, devido a quebra de suspensão traseira direita, dando muita sorte de capotar ao entrar na caixa de brita, num carro majoritariamente verde, e sofreu uma lesão na perna…
- O Brasileiro Pedro Paulo Diniz encerrava a sua carreira com um acidente na curva 2, logo na largada e se associava a Alain Prost, que passava problemas financeiros após a saída dos patrocinadores franceses e uma temporada terrível com o conjunto AP03-Peugeot.
- Outro brasileiro que estava sem cockpit para 2001 era Ricardo Zonta: Após uma temporada onde a BAR havia tido um salto de qualidade, Zonta não conseguiu transformar em resultado essa melhora, e novamente sofreria um acidente gravíssimo, dessa vez em testes na pista de Silverstone, onde o carro voou por cima das telas de proteção.
- Na Malásia, falava-se que Mika Hakkinen estaria próximo da aposentadoria: Se conquistasse o tricampeonato nessa temporada, dizia-se que ele iria aposentar, ainda mais com a esposa Erja gravida do segundo filho.
Interlagos, Brasil, 2006: Alonso confirma o seu domínio na categoria

A F1 revivia o período de duelos piloto a piloto que todos gostamos: Após um 2005 onde Fernando Alonso teve o melhor equipamento da temporada e a queda da Ferrari, Michael Schumacher e a equipe italiana retornaram com muita força para 2006, com o adendo de Felipe Massa, vindo da Sauber, para o lugar de Rubens Barrichello que partira para a Honda. E o modelo 248 F1 italiano equiparou com os R26 da anglo francesa Renault, nos proporcionando cenas memoráveis, como os duelos em Imola e Turquia.
Ainda vivíamos a guerra de pneus, e a Bridgestone conseguiu entregar a Ferrari, sua principal cliente, pneus competitivos perante a Michelin, que estava de saída da categoria com a imagem arranhada pós evento de Indianápolis 2005, e descontente pela informação que a FIA tornaria a categoria Monomarca em 2008.
Após um inicio de campeonato extremamente polarizado, onde das 12 primeiras provas, Alonso venceu 6 provas e Schumacher 5 provas (Giancarlo Fisichella venceu na Austrália), a partir da prova Húngara (vencida por Jenson Button, a primeira vitória da Honda no retorno como equipe à categoria) tanto Schumacher ( com um oitavo lugar e um terceiro lugar) quanto Alonso ( dois abandonos) abriram espaço para a primeira vitória de Felipe Massa ( na Turquia) e a já citada vitória de Button na Hungria, levando a decisão do campeonato até Interlagos. Porém, um fato histórico praticamente selou o campeonato para Alonso:
No Gp do Japão, com Schumacher na liderança, o motor da Ferrari quebrou. Isso não acontecia com o alemão desde Magny Cours 2000 (ou o total de 114 grandes prêmios). Com isso, Alonso venceu a prova e abriu 10 pontos de vantagem para Schumacher (haviam saído de Shangai empatados com 116 pontos). O segundo lugar de Alonso (ladeando a segunda vitória da carreira de Felipe Massa) na ensolarada Interlagos marcou o que todos achavam que seria o segundo título de Alonso (e, até o momento, é o ultimo…).
Curiosidades:
- A temporada 2006 marcou a estreia de uma nova modalidade esportiva: Após um jogo de tênis com uma moto, a relação de Juan Pablo Montoya com a Mclaren se encerrou. Um acidente com Raikkonen em Indianápolis, onde ele abandonou e uma posterior assinatura surpresa para saída imediata para a Nascar na equipe de Chip Ganassi encerraram a passagem do Colombiano pela categoria…
- Isso fez com que o tabuleiro de pilotos se mexesse de forma histórica: Como a Mclaren já tinha anunciado Fernando Alonso para 2007, e Kimi Raikkonen estava de mudança para a Ferrari para o lugar de Michael Schumacher, Ron Dennis resolveu apostar na base de pilotos da McLaren e chamou para a F1 um certo Lewis Hamilton…
- Interlagos marcou também a primeira aposentadoria de Michael Schumacher, que voltaria quatro temporadas depois para dar retorno ao investimento que a Mercedes fez no começo da sua carreira;
- Nessa temporada estreava na categoria Nico Rosberg, que viria a ser campeão mundial em um duro embate contra Lewis Hamilton 10 anos depois.
- Enquanto isso, um campeão saia pela porta dos fundos: Após um acidente em Hockenheim, e com apenas 7 pontos na temporada, sendo eclipsado por Nick Heidfeld, Jacques Villeneuve era demitido da BMW Sauber, dando lugar a Robert Kubica.
2017: O tetra da Mercedes, o quase tetra de Hamilton

A temporada 2017 para a Mercedes e Lewis Hamilton era a expressão do alívio: Após a tortuosa batalha com Nico Rosberg em 2016, e o título do Alemão, a Mercedes se viu sem piloto para 2017: Logo após o fim da temporada, Rosberg decidiu se aposentar. Com isso, a Mercedes ajeitou a casa e trouxe Valtteri Bottas, que já tinha suas ligações comerciais com Toto Wolff, para o segundo carro.
Apesar de um inicio de temporada muito competitivo entre Hamilton e Sebastian Vettel, a presença de Bottas entre os primeiros ajudou muito a Mercedes na campanha de construtores, com duas vitórias e, após as férias de verão, quando a Mercedes voltou com um conjunto fortíssimo, enfileirando 5 vitorias em 6 provas ( sequencia quebrada por Max Verstappen em Cingapura).
Em Austin, a vitória de Hamilton com Bottas na quinta colocação, concede a Mercedes o seu tetra campeonato mundial de construtores e sedimenta o tetra de Lewis Hamilton. A festa iniciou-se com Usain Bolt na Pista e no pódio e seguiu no pit-lane, num ambiente que não lembrava em nada a tensão de um ano antes.
Curiosidades:
- 2017 iniciou com o choque do campeão do mundo fora da temporada: Nico Rosberg se aposentava para cuidar da saúde da sua esposa. Esperava-se que fosse um período sabático. Acabou que nunca mais voltou a F1
- Pascal Werlein, vindo da Manor para a Sauber, perdeu as duas primeiras provas do ano devido um acidente na competição pelo ROC, sendo substituído por Antonio Giovinazzi.
- Nessa temporada estreava um piloto que teve a sua carreira na F1 bem discreta, mas que é de extrema importância para o dominio da RedBull Honda no futuro: Em Austin Brendon Hartley estreava pela Toro Rosso, no lugar de Pierre Gasly que estava disputando as finais da Super Formula Japonesa. E, após essa prova, ele ficaria em definitivo, no lugar de Daniil Kvyat, que vinha sendo muito criticado pelos acidentes que se envolvia.
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